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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cigarro não combina com a saúde do planeta. Nem com a sua.

"Basta manter um cigarro aceso para poluir o ambiente. A fumaça do cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo arsênico, amônia, monóxido de carbono (o mesmo que sai do escapamento dos veículos), substâncias cancerígenas, além de corantes e agrotóxicos em altas concentrações. Imagine a quantidade de toxidade que várias pessoas fumando deixam no nosso Planeta".

O Dia Mundial sem Tabaco, 31 de maio, é uma data que tem como objetivo divulgar para população os perigos do uso do tabaco, as estratégias das companhias para seduzir os jovens a iniciar no tabagismo, as ações que a Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolve para controlar a epidemia do tabagismo no mundo, assim como o que a sociedade pode fazer para reivindicar o seu direito à saúde e à vida saudável e proteger as gerações presentes e futuras. A data foi criada em 1987, pela OMS.

Para as ações deste ano, a OMS escolheu o tema “A Interferência da Indústria do Tabaco”. O Brasil adaptou a abordagem para o contexto nacional, enfocando os danos causados ao longo da cadeia de produção do tabaco ao meio ambiente e à saúde da população, como o uso agrotóxicos que agridem ecossistemas e fumicultores, desmatamento, trabalho adolescente e infantil, danos à saúde da população, como a dependência química à nicotina e o fumo passivo e, por consequência, o aumento do risco para o desenvolvimento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como Acidente Vascular Encefálico, infarto e diversos tipos de câncer. Daí, a escolha do tema nacional: “Fumar: faz mal pra você, faz mal pro planeta”.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Atividade elétrica do masseter durante a deglutição após laringectomia total

Leandro de Araújo Pernambuco; Hilton Justino da Silva; Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento; Elthon Gomes Fernandes da Silva; Patrícia Maria Mendes Balata; Veridiana da Silva Santos; Jair Carneiro Leão

Resumo: A laringectomia total é um procedimento cirúrgico que pode promover alterações na biomecânica da deglutição, inclusive na atividade do músculo masseter, que atua promovendo estabilidade mandibular. Objetivo: Caracterizar a atividade elétrica muscular do músculo masseter durante a deglutição em laringectomizados totais. Estudo de série. Material e Método: A avaliação eletromiográfica foi realizada com a deglutição de três diferentes volumes de água (14,5 ml, 20 ml e 100 ml), e na situação de repouso. O sinal foi normalizado pela máxima atividade voluntária resistida (MAVR), considerada como 100% de atividade elétrica muscular. Todos os outros valores foram calculados como percentagem da MAVR. Resultado: Existe moderada atividade elétrica muscular do masseter durante a deglutição, com maiores médias no lado esquerdo. Não há diferenças entre as deglutições de 14,5 ml e 20 ml. A deglutição de 100 ml apresentou as menores médias nas tarefas de deglutição. Houve presença de sinais eletromiográficos no repouso bilateralmente, indicando a existência de atividade elétrica nessa situação. Conclusão: Laringectomizados totais apresentam atividade elétrica do músculo masseter durante a deglutição e no repouso. Essa atividade sofre influência do volume de líquido deglutido, apresentando diferença significativa entre as tarefas solicitadas. Clinical Trials: NCT01095289.

Palavras-chave: deglutição, eletromiografia, músculo masseter, neoplasias laríngeas, transtornos de deglutição.

Texto completo em: http://www.rborl.org.br/conteudo/acervo/print_acervo.asp?id=4208

Study of sensory-motor and somatic development of the offspring of rats (Wistar) treated with caffeine

Elthon Gomes Fernandes da Silva; Alessandro Aires Alexandre; Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento; Jaciel Benedito de Oliveira; Elizabeth da Silveira Neves; Austregézilo Vieira da Costa Sobrinho; Maria de Fátima Galdino da Silveira

Anatomy Department, Center of Biologic Science, Federal University of Pernambuco


ABSTRACT

The influence of caffeine, administered to rats, on the somatic and sensory-motor development of the offspring was investigated. Female Wistar rats were divided into a control group and a treated group and received drinking water and a 0.1% solution of caffeine orally, respectively. The offspring, also divided into a control group and a treated group, received daily monitoring until the 20th day of life to verify alterations in somatic neural development. The offspring of the treated group had reduced weight on the day of birth and on the 1st, 5th, 15th and 20th days of life; shorter snout-anus length (evaluation done daily); shorter snout-tail length on the day of birth and on the 1st, 5th and 10th days of life, and signs of retardation of somatic and sensory-motor maturation. These results allowed the conclusion that administration of caffeine to rats affects somatic and sensory-motor development of offspring.

Uniterms: Caffeine/effects. Postnatal development. Central nervous system/stimulants.

Texto completo em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-82502009000400019

Implante coclear – tecnologia a serviço do paciente

Popularmente conhecido como “ouvido biônico”, aparelho pode devolver ao deficiente a capacidade de comunicação.

A Organização Mundial da Saúde estima que 10% da população do planeta sofrem de deficiência auditiva. Só no Brasil, são 15 milhões de pessoas convivendo com o problema. Desses, 350 mil têm deficiência auditiva severa.


Muitas destas pessoas não conseguem se beneficiar do uso de aparelhos auditivos ou de intervenções cirúrgicas no ouvido médio. Nesses casos, uma boa alternativa é o implante coclear, também conhecido como “ouvido biônico”. Trata-se de um aparelho eletrônico inserido cirurgicamente na orelha interna, capaz de realizar as funções das células ciliadas lesadas ou ausentes da cóclea, através do estímulo elétrico das fibras remanescentes no nervo auditivo. 

Cirurgia

A cirurgia demora de 2 a 3 horas. O médico especialista realiza uma incisão atrás da orelha de aproximadamente 4cm e faz uma pequena depressão (nicho) na região mastóidea do osso temporal atrás da orelha, para manter o implante coclear em posição. Um feixe de eletrodos é inserido na cóclea através de cocleostomia, (um pequeno orifício) junto à janela redonda (uma estrutura anatômica do ouvido interno). A flexibilidade do feixe de eletrodos diminui os danos durante a inserção e favorece a adaptação à forma espiralada da cóclea. A técnica usada é uma cirurgia chamada mastoidectomia com timpanotomia posterior. O que tem variado é a incisão. “Temos feito incisões por volta de 3 a 4 centímetros, o que dá um acesso perfeito e evita complicações de retalhos, infecção ou descolamento de tecidos menores”, explica Dr. Luiz Augusto de Lima e Silva, otorrinolaringologista da equipe de implante coclear do Hospital Samaritano, em São Paulo. Antes era realizada uma a incisão na região retroauricular, em forma de "C", de aproximadamente 15 centímetros.




Com a incisão menor, o número de pontos foi reduzido, o que torna o pós-operatório mais confortável. Atualmente, a maioria das cirurgias dos implantes é realizada em crianças. Outro aspecto positivo é a sutura que não necessita da retirada de pontos. “Muitas vezes não se pode interagir com a criança e explicar a necessidade da retirada dos pontos”, diz Dr. Orozimbo A. Costa, que realiza cirurgia de implantes cocleares há mais de 10 anos no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP, em Bauru, conhecido como Centrinho e, há um ano, implantou também este serviço no Hospital Samaritano em São Paulo.
A operação é feita em um dos ouvidos e a cicatrização ocorre em um período de 3 a 5 semanas.

Grupos de Trabalho

Uma vez realizado, o paciente permanecerá com o implante até o final da vida. É fundamental que haja um grupo de profissionais de várias áreas para dar assistência constante ao implantado, antes e depois da operação. “O paciente tem que estar vinculado a um determinado grupo ou instituição porque ele vai ter que realizar periodicamente o mapeamento de eletrodos”, explica Orozimbo. No primeiro ano, o paciente volta de 3 em 3 meses. Depois disso, o intervalo é de 6 meses.


“Existem, no Brasil inteiro, médicos habilitados a fazer a operação, desde que tenham acesso à técnica. A dificuldade maior do cirurgião é formar e coordenar o grupo que vai trabalhar com ele. Sozinho não pode resolver tudo – a cirurgia é um dos passos do programa”, ressalta Luiz Augusto.


Além de uma estrutura hospitalar satisfatória para a realização de um implante coclear, são necessárias equipe multidisciplinar, composta de médicos otorrinolaringologistas (realizam a cirurgia e coordenam a equipe), radiologistas, clínicos gerais, pediatras e neuropediatras (em caso de cirurgias em crianças) e equipe multiprofissional de apoio, constituida de profissionais de fonoaudiologia, assistentes sociais, psicólogos, enfermagem, entre outros. Cada um tem um papel fundamental e bem definido (Veja quadro).


A presença do fonoaudiólogo é indispensável. Contribuem (e muito) para o sucesso da cirurgia.

Atualmente é delegado aos fonoaudiólogos fazerem a ativação do equipamento após a cirurgia e o mapeamento dos eletrodos. Participam, também, dentro de seu campo específico, da reabilitação. “Após a cirurgia, o paciente retorna para a ativação e faz o mapeamento dos eletrodos. Este processo determina qual o nível de corrente elétrica que passará em cada eletrodo para que o paciente consiga ter a sensação auditiva, favorecendo o desenvolvimento de fala e audição. E, a cada retorno esses níveis, quando necessário, são alterados. Testes de audiometria e percepção de fala são feitos paralelamente”, explica Ana Cláudia de Freitas Martinho, fonoaudióloga da equipe de Orozimbo.

No mapeamento são estabelecidos o estímulo mínimo perceptível e o máximo tolerável para cada implantado. As repetições de ajustes são necessárias porque o nervo auditivo se adapta progressivamente aos estímulos e o cérebro leva um tempo para interpretar esses novos sinais.


Além desse trabalho, fonoaudiólogos também participam da avaliação de candidatos ao implante. Antes do médico indicar a cirurgia, um diagnóstico preciso dos problemas de audição é realizado, com exame otorrinolaringológico completo e testes auditivos. Após essa etapa, todos os candidatos são testados em relação ao uso de aparelhos convencionais e somente aqueles que não se beneficiam do seu uso serão, de fato, candidatos ao implante.


Seleção


A possibilidade do “ouvido biônico” faz com que muitos procurem o implante coclear. Existem até casos curiosos de pessoas que ouvem perfeitamente bem, afirmam que têm deficiência auditiva e pedem para ser implantadas. “Hoje temos recursos para afirmar se o paciente escuta bem”, garante Orozimbo.


Em pacientes com perda unilateral da audição, o implante não é recomendado. A indicação primordial é que o paciente tenha perda auditiva bilateral e de que a recuperação parcial da audição não seja possível com aparelhos convencionais. Atualmente, recomenda-se a operação apenas para indivíduos que não conseguem entender mais do que 40% das sentenças. Há 4 anos, recomendava-se para quem não ouvia nada.


Os critérios para seleção de pacientes ao implante coclear passam por aspectos médicos, psicológicos e sociais. O processo varia em função da própria equipe. Hospitais universitários e privados têm diferentes prioridades - o peso da condição social do paciente é muito maior em serviços que operam gratuitamente.


Existem outros aspectos a serem observados. O ideal é que o tempo de privação auditiva do paciente seja o mais curto possível – caso contrário, a expectativa em relação aos resultados deve ser menor. A idade mínima estabelecida pela FDA para o implante é 1 ano. A idade ideal é de 1 ano a 1 ano e 6 meses. “Essa criança operada, com o acompanhamento correto, provavelmente vai ter uma vida normal”, avalia Orozimbo.


Com 5 anos de idade, o tempo de privação já é bastante prolongado. Na adolescência, a aprovação precisa vir do próprio paciente. Se ele já foi oralizado, entende alguma coisa ou usa a linguagem oral como forma de comunicação, pode ser candidato, pelos critérios atuais.


De maneira grosseira, o tempo de privação pode ser comparado com a idade em que se decide aprender uma nova língua: quanto mais cedo o indivíduo é apresentado ao “idioma”, melhor é sua capacidade de comunicação. Isso porque a privação sensorial auditiva leva a modificações morfológicas no sistema nervoso central. Os neurônios passam por alterações e a plasticidade cerebral, após o implante, se constitui de forma muito mais eficaz quando o tempo de privação for menor. Caso contrário, o implante envia impulsos, mas o cérebro não os decodifica tão bem como poderia.


Existem impedimentos para a realização do implante coclear: a ausência de nervos auditivos, infecções no ouvido ou ausência de cóclea por má formação. É fundamental que a criança esteja com todas as vacinas em dia. A condição psicológica do paciente e de sua família também é avaliada. “A família é fundamental. Se ela não se envolver no tratamento, não adianta operar”, diz Orozimbo.


Credibilidade


A postura da família em relação ao implante coclear multicanal mudou muito. Quando a cirurgia começou a ser realizada no Brasil, há cerca de 12 anos, o receio dos pais era grande. Orozimbo diz que esse quadro mudou radicalmente. “O importante é que, nesse período, conseguimos fazer com que o implante coclear conquistasse credibilidade. Isto significa bons resultados e um mínimo de complicações”.

Se existem aqueles com expectativas muito elevadas, em relação à cirurgia, ainda existem os que têm medo. Orozimbo diz que, graças à credibilidade conquistada, há uma tendência cada vez maior de que os pais aceitem o implante. “Hoje os pais querem operar os filhos. Algumas vezes, chegam a quase ‘forçar’ uma indicação dos médicos”.

Grupos de implantados trocam experiências e isso muitas vezes é motivo de tomada de decisão. Além disso, o acesso à informação é muito maior - muitos consultam a Internet e especialistas para saber o que é exatamente o implante coclear.


Entre os adultos a aceitação é mais rápida. Eles são responsáveis pela decisão e os maiores conhecedores dos problemas que enfrentam por causa de sua deficiência auditiva.


Resultados

Não é à toa que o implante coclear é conhecido popularmente como “ouvido biônico”. Com ele, o deficiente passa a identificar sons agudos, onde estão as consoantes. Geralmente, as expectativas em relação aos resultados são muito grandes.


“Não podemos fazer prognóstico de indivíduos, mas de grupos da mesma idade. Em crianças operadas com um ano de idade, por exemplo, a maioria vai ter um desenvolvimento lingüístico normal. Estatisticamente, quanto mais nova a criança, quanto menos tempo de privação, melhor o resultado”, explica Orozimbo.

Quando a cirurgia acontece na fase pré-lingual, antes dos 3 anos, as chances de bons resultados são muito grandes. Nos casos que adquiriram a perda auditiva após o desenvolvimento de linguagem (pós-lingual), os resultados são sempre mais rápidos, porque o paciente já falava, já tinha a linguagem desenvolvida. Crianças com mais de 4 anos e surdas de nascença terão mais dificuldades de comunicação, pois será necessário desenvolver a fala e a audição - daí a necessidade de intervir o mais cedo possível.


Em adultos com períodos longos de privação, o processo é semelhante. Muitas vezes, a memória da linguagem oral está distante e a comunicação fica comprometida. Os resultados são inversamente proporcionais ao tempo que o paciente ficou sem ouvir.


Complicações


As possíveis complicações da cirurgia são as de intervenções otológicas usuais: paralisia do nervo facial, infecções locais, surgimento de zumbido, surgimento de tontura, redução total ou parcial dos restos auditivos existentes no ouvido implantado. Dr. Orozimbo ressalta que tais complicações não são comuns. “Não houve caso de paralisia de nervo facial na sua casuística. Em relação ao zumbido, em alguns casos, ele deixou de ocorrer com a operação”.


A lista dessas possíveis complicações vem de ocorrências registradas, mesmo que isoladamente, no mundo inteiro.


Custos


O componente interno e externo do implante coclear custa entre US$ 15 mil e US$ 18 mil. Para se realizar o implante é necessário uma estrutura hospitalar segura, com custos que variam de hospital para hospital. “É até uma questão ética as operadoras de seguro saúde cobrirem os implantes cocleares”, constata Orozimbo. Existem casos de pacientes que conseguiram que o seguro pagasse o dispositivo do implante, a cirurgia, ou pelo menos parte dela.


Pelo SUS, o implante coclear é realizado no Centrinho (Bauru/SP), Hospital das Clínicas (São Paulo/SP), Hospital São Paulo da UNIFESP (São Paulo/SP), Santa Casa de São Paulo/SP, Hospital da Unicamp (Campinas/SP), Hospital da USP (Ribeirão Preto/SP), Hospital de Clínicas de Porto Alegre (Porto Alegre/RS) e Hospital do Coração-Otocentro em Natal-RN, e em um futuro próximo, Hospital Gafree e Guinle (RJ) Hospital Clementino Fraga (RJ) e Hospital da Lagoa (RJ).



“A complexidade do processo é que torna necessário um grupo bem treinado e que saiba exatamente o que é o implante”
Dr. Orozimbo


1. OTORRINOLARINGOLOGISTAS - RESPONSÁVEIS PELA INDICAÇÃO REALIZAÇÃO DA CIRURGIA E COORDENAÇÃO DA EQUIPE.

2. RADIOLOGISTA – O DIAGNÓSTICO POR IMAGEM É FUNDAMENTAL, ENVOLVE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA, TOMOGRAFIA. ESTE PROFISSIONAL DEVE SABER EXATAMENTE O QUE VAI REGISTRAR.

3. PEDIATRIA E NEURO PEDIATRIA, IMPORTANTÍSSIMOS NO ACOMPANHAMENTO DE CRIANÇAS.

4. GENETICISTA – 40% DOS CASOS DE SURDEZ TEM ORIGEM GENÉTICA. A FAMÍLIA E O APCIENTE PRECISAM SER INFORMADOS SOBRE ISSO.
5. ASSISTENTE SOCIAL – TRABALHA COM OS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO E ATENDE NECESSIDADES DO PACIENTE, O QUE VARIA DE ACORDO COM A REGIÃO DO PAÍS.

6. PSICÓLOGOS – FUNDAMENTAIS PARA DAR SUPORTE ÀS FAMÍLIAS E PACIENTES DURANTE TODO O PROCESSO - DESDE A OPÇÃO PELO IMPLANTE ATÉ A ADAPTAÇÃO À NOVA REALIDADE. TODOS OS PACIENTES DEVEM TER O APOIO DE UM PSICÓLOGO.

7. FONOAUDIÓLOGOS – AVALIAÇÃO DA AUDIÇÃO - ATIVAÇÃO PÓS- OPERATÓRIA DOS ELETRODOS – FONOTERAPIA PARA ADAPTAÇÃO AO IMPLANTE E AJUSTES NA ATIVAÇÃO QUE SE FIZEREM NECESSÁRIOS. 


FONTE: http://www.saudeauditiva.org.br/novo_site/index.php?s=implante_coclear.php


























Barulho põe em risco a audição de milhões de brasileiros




Furadeiras, britadeiras, buzinas, entre outros itens muito comuns no cotidiano, aliados a falta de conhecimento das normas do trabalho, da consulta ao médico ocupacional e ao otorrinolaringologista, e o descaso com equipamentos de segurança estão entre as principais causas da surdez ocupacional, um dos mais graves problemas ocasionados em ambientes de trabalho no Brasil. A perda auditiva induzida por ruído (PAIR), decorrente da exposição prolongada a elevados níveis de pressão sonora, é a mais comum entre os trabalhadores concentrados nas áreas da construção civil, indústrias e no trânsito, com os consequentes barulhos dos motores de ônibus e caminhões, buzinas e o conjunto de ruídos das grandes cidades. Silenciosa no início e com consequências “barulhentas” em longo prazo, a perda auditiva não ganha a mesma atenção que os acidentes de trabalho, mas o que muita gente não sabe é que este problema pode levar a quedas, falta de concentração e outras adversidades.

O otorrinolaringologista Daniel Okada, que atua na área de medicina ocupacional e participa da Campanha Nacional da Saúde Auditiva (www.saudeauditiva.org.br), da Sociedade Brasileira de Otologia, alerta sobre os problemas que a exposição a ruídos no trabalho pode trazer à saúde. “Além de causar perda auditiva, pode acarretar outros problemas como zumbido, dificuldade de concentração, alterações do sono e perda da capacidade produtiva”, diz Okada. O médico alerta também sobre os problemas no organismo, que são ainda mais graves. “O ruído pode causar aceleração da frequência cardíaca e respiratória, alteração da pressão arterial, dilatação das pupilas, aumento do tônus muscular e estresse”, explica. A correta utilização dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individuais) como plugs intra-auriculares ou tipo concha são uma das melhores formas de amenizar a intensidade do barulho no trabalho. Mas, prevenir a PAIR e o barulho excessivo são possíveis com iniciativas e interação entre empregador, trabalhador e profissionais através das seguintes ações:
 
O ruído não está presente apenas no ambiente de trabalho. Ele está nas ruas, bares, boates e até mesmo invisível, com o aumento do número de pessoas que utilizam fones de ouvido com celulares, iPods e outros aparelhos eletrônicos em meio ao já insuportável barulho das grandes cidades. Cuidar da audição no trabalho, no cotidiano, e alertar amigos e familiares é preciso. Caso contrário, a PAIR e muitos outros males que não deveriam nem mesmo existir continuarão a afetar e contagiar pessoas. Por muito tempo.


Empregador:
implantar, em sua empresa, Programas de Conservação da Audição (PCA), que fazem o gerenciamento audiométrico, controlam a exposição e protegem o trabalhador individual e coletivamente. Os programas educam e instruem periodicamente todos os envolvidos, desde o trabalhador até o diretor-presidente e monitoram anualmente o desempenho de todas as etapas do próprio programa.

Trabalhador:
cumprir rigorosamente todas as normas de segurança; evitar a exposição extra-ocupacional (o ruído social ou uma segunda ocupação), pois as exposições se somam; participar ativamente da implementação do PCA, com colaboração direta, críticas e sugestões; cuidar da própria saúde, evitando outras afecções que prejudiquem sua audição ou que o torne mais predisposto aos efeitos do ruído; colaborar e apoiar colegas de trabalho que já sejam portadores de alguma perda auditiva, no desempenho de suas funções.

Profissionais que atuam na empresa:
reivindicar a implantação do PCA, cumprir todas as etapas dos programas de conservação; atualizar-se periodicamente no conhecimento do problema e das implicações normativas e legais; atuar com ética e isenção, em suas ações dentro dos programas, em sadia convivência com outros profissionais envolvidos. Fonte: Dr. Everardo Andrade da Costa, Membro da ABORL-CCF e Professor Colaborador da Disciplina de ORL da FCM/UNICAMP.

Normas melhoraram relação médica no trabalho


A relação entre medicina do trabalho e Otorrinolaringologia em prol da assistência ao trabalhador melhorou após a implantação das Normas Regulamentadoras NR7 e NR9 do Ministério do Trabalho, que permitiram o diagnóstico precoce e medidas de prevenção. “Estamos vivendo um bom momento no controle da perda auditiva ocupacional, dispomos de informação e de legislação suficientes para administrar com competência os programas de conservação de audição disponíveis. Se alguma perda auditiva ocupacional ocorrer, certamente houve alguma falha na execução do programa”, diz o otorrinolaringologista Everardo Andrade, da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial). Para ele, a maior dificuldade de regulamentação ocorre com as empresas de pequeno porte, que não disponibilizam recursos para executar os programas. De difícil controle, o ruído social, que se soma ao ocupacional, é o problema a ser resolvido, principalmente nos grandes centros urbanos. “O grande problema, hoje, é com o ruído social, que afeta não só os trabalhadores, mas toda a sociedade”, diz.


Mais sobre a PAIR:


- Manifesta-se predominantemente nas frequências de 6, 4 e 3 kHz, e, com agravamento da lesão, estende-se às frequências de 8, 2, 1, 0,5 e 0,25 kHz, as quais levam mais tempo para serem comprometidas;


- Trata-se de uma doença predominantemente coclear, na qual o portador da PAIR relacionada ao trabalho pode apresentar intolerância sons intensos, zumbidos, além de ter comprometida a inteligibilidade da fala, em prejuízo do processo de comunicação;


- A PAIR relacionada ao trabalho é, principalmente, influenciada por ruídos, tempo de exposição e suscetibilidade individual;


- A PAIR relacionada ao trabalho não torna o ouvido mais sensível a futuras exposições;


- A PAIR relacionada ao trabalho pode ser agravada pela exposição simultânea a outros agentes, como por exemplo produtos químicos e vibrações;


- A PAIR relacionada ao trabalho é uma doença passível de prevenção e pode acarretar ao trabalhador alterações funcionais e psicossociais capazes de comprometer sua qualidade de vida.

FONTE: http://www.saudeauditiva.org.br