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sábado, 6 de abril de 2013

11 DE ABRIL: DIA MUNDIAL DE ATENÇÃO À DOENÇA DE PARKINSON


A Organização Mundial da Saúde alerta que aproximadamente 1% da população com mais de 65 anos desenvolve a Doença de Parkinson (DP). No mundo todo, mais de quatro milhões de pessoas são afetadas e no Brasil estima-se que cerca de 200 mil pessoas com mais 60 anos sejam portadoras da doença.

O que é a doença de Parkinson?

A Doença de Parkinson é uma afecção neurodegenerativa que se manifesta clinicamente através dos seguintes sintomas: tremor de repouso, rigidez muscular, lentidão de movimentos e alterações da marcha e do equilíbrio. Apresenta progressão lenta e raramente acontece antes da 5ª década de vida, sendo constatada em ambos os gêneros na mesma proporção.

Qual a causa?

É desencadeada quando neurônios da substância negra do cérebro morrem ou perdem a função, caracterizando uma disfunção monoaminérgica múltipla, incluindo o déficit de sistemas dopaminérgicos, colinérgicos, serotoninérgicos e noradrenérgicos. Esse mecanismo desencadeante da DP ainda não foi totalmente esclarecido, acredita-se que fatores ambientais e genéticos sejam determinantes para o desenvolvimento da doença, tais como: neurotoxinas ambientais, estresse oxidativo e dos radicais livres, anormalidades mitocondriais, excitotoxicidade, óxido nítrico e cálcio, fatores neurotróficos, envelhecimento cerebral, fatores genéticos, e vários outros mecanismos.

Quais os sintomas?

Inicialmente há instalação de tremores, diminuição da mímica facial e alterações posturais que refletem em marcha descoordenada. A voz apresenta-se monótona, sialorréia, a marcha fica cada vez mais difícil, com passos pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos, tronco inclinado e, em casos avançados a pessoa aumenta a velocidade da marcha para não cair (festinação). Os tremores, que são involuntários, em uma ou em várias partes do corpo, se caracterizam pelos três "R" - Regular, Rítmico e de Repouso. Também se caracterizam por diminuir com os movimentos voluntários, se manifestando, sobretudo, nas mãos. Como existe uma hipocinesia, expressa por um déficit dos movimentos automáticos, o paciente fica estático, com os movimentos voluntários lentos, diminuindo a capacidade de escrever, tornando a letra pequena (micrografia) e a linguagem monótona e às vezes ininteligível.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da doença é feito com base na história clínica do paciente e nos exames neurológicos. Exames como eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros, normalmente são solicitados para que se constate ausência de outra doença cerebral. Isso significa que o diagnóstico é baseado na exclusão de alterações que também apresentem sintomas similares ao da DP.

Entretanto, pesquisas apontam que é possível realizar o diagnóstico precoce da DP através da identificação de sintomas sutis que repercutem nas funções olfativas e gustativas e surgem antes do comprometimento motor característico da doença.

Qual o tratamento?

O tratamento não visa apenas combater os sintomas, mas também retardar o progresso e manter a melhor qualidade de vida do paciente. É baseado no uso de medicamentos ou procedimentos cirúrgicos, além da associação com terapias como a fonoaudiologia, a fisioterapia, a psicologia, terapia nutricional e ocupacional.

Como a Fonoaudiologia intervém?

A intervenção fonoaudiológica na DP é considerada fundamental uma vez que a falta de coordenação e a redução do movimento dos músculos do parkinsoniano também afetam a produção dos sons da sua voz e a execução das funções estomatognáticas. Com o auxílio da terapia fonoaudiológica, o paciente pode conservar uma fala mais ativa, mais compreensível e uma voz mais firme e melhor modulada, fatores indispensáveis a sua boa comunicação com seus semelhantes; além de manter as funções de mastigação e deglutição apropriadas para uma alimentação efetiva minimizando riscos associados à disfagia.

 

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